Queda nas vendas de presentes para o Dia dos Namorados


Por João Melo / 12 de junho de 2018

As vendas para o Dia dos Namorados foram menos intensas em Vitória da Conquista este ano. Alguns lojistas ouvidos pelo CONQUISTANEWS afirmam que a movimentação foi bem maior em 2017, quando a crise financeira não estava tão grave no país. Como se não bastasse à redução nas vendas, os que foram às lojas comprar o presente optaram por produtos mais baratos. No entendimento de alguns gerentes de lojas, houve falha também na estratégia publicitária.

De acordo com Vanessa Oliveira, vendedora de uma perfumaria no Centro, a diminuição foi estimada em 50% se comparada ao mesmo período de 2017. Ela afirma que a procura por presentes para o dia dos namorados começou no início do mês, mas tem tido intensidade mais modesta.

No dia 12 de junho, os brasileiros disseminam o amor dos mais diversos jeitos e gestos. As comemorações cabem aos apaixonados, desde os mais inexperientes aos que possuem uma boa bagagem quando o assunto é o amor. O Dia dos Namorados é a terceira data mais importante para o comércio, ficando atrás apenas do Dia das Mães e Natal. “Desta vez, a propaganda ficou mais direcionada e o povão, ficou meio esquecido. Outros setores passaram despercebidos. O de calçados, por exemplo. Assim, o povo não foi motivado a fazer compras. Parece que houve separação entre classes sociais e fizeram chamadas para pessoas de bom poder aquisitivo.

Desta vez pouco se falou nas cestas contendo chocolates, nas calças, camisas. “Assim, os que não foram contemplados com as campanhas desejadas, tiveram que fazer chamadas de folhetos, daqueles que as pessoas recebem na rua, e sem olhar, descartam no próximo coletor de lixo. Ou seja: Foi dinheiro que desceu pelo ralo.”, disse Helena Silva, dona de uma loja, que na sua avaliação, ficou escanteada. Às escondidas em meio ao bolo publicitário desorganizado.

Desta maneira, em Vitória da Conquista o clima de amor não esquentou as vendas como esperavam os comerciantes e muitos empresários atribuíram à falta de planejamento e estratégias de divulgação do comercio mais forte da região. Faltou ousadia. A campanha foi tímida e as pessoas não se sentiram atraídas. “Foi só aquela coisa repetitiva de dizer que as lojas estavam movimentadas, sem realçar opções para o trabalhador comum. E olha que vamos ter o São João e a Copa do Mundo. Nem isso, serviu de mote para uma campanha mais vibrante”, analisou Geraldo Alves, em contato com nossa reportagem.

A capital da Sudoeste baiano já esteve mais forte e a crise parece se instalar em diversos setores do comércio. Órfãos de uma política igualitária entre o centro da cidade e shoppings em relação aos bairros periféricos e comerciais, a exemplo do Bairro Brasil, que se vêem abandonados pela política posta em prática este ano.