Afastamento da prefeita eleita de Caatiba


Por Editor / 21 de dezembro de 2016

JOÃO MELO

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A JUSTIÇA FEDERAL em Vitória da Conquista, determinou o afastamento da prefeita eleita de CAATIBA, Maria Tânia Ribeiro de Souza, até o dia 17 de fevereiro de 2017. Ela é atual vice-prefeita e já estava afastada do cargo desde agosto deste ano. Foi a candidata mais votada nas eleições de outubro  

Ela é suspeita de envolvimento num esquema de fraude de licitações e desvio de recursos da Educação, naquela cidade. Pelo mesmo motivo, o atual prefeito Joaquim Mendes de Souza Júnior também foi afastado. Outras 11 pessoas são acusadas de envolvimento no esquema. Conforme o MPF, a intenção com o afastamento é garantir que a prefeita eleita permaneça sem acesso a documentos da prefeitura que comprovem o ocorrido, além de evitar que ela faça uso do cargo para praticar novos crimes.

Operação
Em julho, uma força-tarefa formada pela Polícia Federal (PF), Receita Federal, Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF) apurou desvios de recursos públicos de cerca de R$ 10 milhões da prefeitura de Caatiba.

A Operação batizada de Mato Cerrado cumpriu mandados de busca na casa do prefeito de Caatiba, na sede da prefeitura da cidade, na casa do secretário de Administração, nas sedes de cooperativas, em imóveis de sócios e contadores. Na ocasião, foram cumpridos 22 mandados de busca nas cidades de Vitória da Conquista, Caatiba, Planalto e Salvador.

De acordo com as investigações do MPF, houve fraude em licitações para contratar cooperativas constituídas irregularmente, viabilizando a transferência ilegal de pagamento de servidores públicos.

A análise do sigilo dos dados bancários e telemáticos pela Assessoria de Pesquisa e Análise do MPF na Bahia demonstrou, segundo o órgão, que os investigados superfaturavam as notas fiscais, incluíam parentes na folha de pagamento e apropriavam-se de verba pública.

O MPF afirma que Maria Tânia recebeu suborno de cooperativa contratada ilicitamente e foi responsável pela contratação de seu filho pela mesma empresa, o que configura prática de nepotismo.