Importação de produtos asiáticos leva crise a Azaléia de Itapetinga


Por Editor / 30 de janeiro de 2015


JOÃO MELO

CNEWSSEISCENTOS E SETENTA funcionários da Vulcabrás/Azaléia foram demitidos da Unidade de Itapetinga. As demissões foram geradas pela concorrência com calçados importados do mercado asiático, quase sem tributação, com os governos Lula e Dilma. Hoje, em qualquer cidade do Brasil, inclusive em portas de bancos de Vitória da Conquista, o leitor pode encontrar coreanos, chineses, japoneses e outros vendendo placidamente os seus tênis com preços acessíveis.

20130204075206313311oA Azaléia de Itapetinga possuía 5.500 funcionários e agora passa a contar com 4.430 empregados. O setor calçadista vem enfrentando sérios obstáculos para sobreviver no mercado, seja nacional ou internacional. Ora o câmbio oscilante, ora a alta carga tributária, e agora fronteiras abertas para importação de produtos asiáticos (calçados e partes de calçados) por meio da Indonésia, Malásia, Vietnã e China. Somente o calçado pronto vindo diretamente da China é sobretaxado.

As portas e janelas para esses países estão abertas e isso provocará uma queda na produção local, o que irá gerar desemprego. Abriram as portas do Brasil para a importação indiscriminada da Indonésia, Vietnã e optaram por não investigar a Malásia. Alegaram não encontrar razões para acreditar que existam práticas elisivas nas importações vindas desses países.

Outras partes que compõe o calçado, como, saltos, palmilhas, solas, também tem entrado com frequência no país. Enfim, esses países estão importando para o Brasil à vontade sem obstáculos enfrentados pela indústria calçadista, o que impende sua sobrevivência e expansão.