Idosos sufocados em dívidas


Por João Melo / 15 de setembro de 2018


Para socorrer suas famílias e não deixar faltar nada em casa – especialmente gêneros de primeira necessidade – os idosos conquistenses foram aos bancos, onde recebem a aposentadoria do INSS, para buscar o crédito consignado e tornaram-se os lideres da inadimplência. Isto acontece em todo o Brasil.
Muitos deles – na hora do aperto – tomam créditos consignados até o limite possível. E, com isso, a renda encurta muito. A saída é buscar mais dinheiro para fechar as contas do mês, nas tradicionais linhas de crédito de bancos e financeiras, onde as taxas de juros são de mercado. O resultado é que muitos acabam ficando inadimplentes.
Os compromissos que os idosos mais deixaram de pagar foram contas básicas de: água, energia e gás (34,30%), sendo que esse débito, no índice geral da população, corresponde a 19,40% do total, ou seja, uma diferença de 14,9 pontos percentuais.

O crédito consignado – tão procurado pelos idosos – é aquele financiamento que tem um juro menor do que a média de mercado e cujo desconto é feito diretamente do benefício da aposentadoria. Mas, como a recessão está demorando a passar, os idosos continuam sendo pressionados pelos familiares a buscarem mais crédito.

Ocorre que, pelas regras do crédito consignado, o aposentado ou pensionista da Previdência pode comprometer, no máximo, 35% do seu benefício líquido, isto é, após o desconto de impostos, com a prestação.