ELEIÇÕES 2018: Lúcia Rocha promete fortalecer a representatividade da mulher na Assembléia Legislativa


Por Alessandro / 16 de maio de 2018

Por Ticiana Cardoso

Na sexta edição da série de entrevistas promovidas pelo Jorna A Semana com pré-candidatos aos cargos de deputado estadual e federal, apresentamos a entrevista com Lúcia Rocha, uma das vereadoras de Vitória da Conquista, que vai disputar a eleição como candidata a deputada estadual pelo Democratas.

Confira a entrevista a seguir:

JORNAL A SEMANA – Como estão os preparativos para a campanha ao cargo de deputada estadual?

LÚCIA ROCHA – A pré-candidatura a deputada estadual surgiu da mesma forma que a minha primeira candidatura a vereadora, atendendo às demandas da população e ao sonho de fazer mais. O papel de vereadora, embora muito importante e com muitas conquistas somadas nesses anos, é muito limitado. Isso significa que, das muitas demandas que recebemos em nosso gabinete, infelizmente, muitas nós não temos condições de realizar, principalmente pelo fato de não possuirmos possibilidades maiores de captação de recursos, e também pelas limitações legislativas, tendo uma pouca possibilidade de atuação no que se refere à elaboração de leis. Dessa forma, principalmente por representarmos a população de uma grande faixa da zona rural de Vitória da Conquista, assumir o cargo de deputada estadual nos dará possibilidades de ampliar nossa atuação com uma maior disponibilidade de instrumentos para atender a essas demandas, através das instituições e secretarias estaduais que tem um trabalho voltado para a zona rural. Ser eleita deputada estadual faz parte do sonho de trabalhar cada vez mais pela população mais necessitada e de poder dar andamento aos diversos projetos que temos para Vitória da Conquista e região. Estamos contando com a parceria de pré-candidato a deputado federal Ronaldo Carleto, que muito nos ajudará a tocar esses importantíssimos projetos e será um aliado na busca de uma Bahia cada vez mais forte.

AS – Como está sendo conciliar os compromissos de mandato com as atividades da pré-campanha?

LR – Por enquanto, está tranquila, estou dando continuidade ao meu trabalho. Como vereador, não é preciso descompatibilizar para entrar em campanha, pode continuar em exercício. Estou conseguindo administrar bem, mesmo com a agenda corrida.

AS – Como você avalia o seu trabalho como vereadora de Vitória da Conquista?

LR – Sempre foi meu sonho trabalhar em pro das pessoas mais necessitadas. Desde antes de iniciar minha trajetória política, já trabalhava, através das comunidades eclesiais da igreja católica, especialmente na zona oeste e na zona rural de Conquista, no sentido de melhoria da qualidade de vida da população. Nesse sentido, também trabalhando no comércio, eu via que podia fazer mais ainda pelas pessoas. Me candidatei a vereadora e fui eleita pela primeira vez em 1992. Desde lá, tenho trabalhado de forma incansável, e nossa atuação é baseada no efetivo contato com a população e não nas quatro paredes do gabinete. Mantemos constantes visitas a localidades da cidade e da zona rural, ouvindo as demandas da população e as transformando em projetos de lei, indicações, emendas parlamentares, audiências públicas, além de buscar recursos não só no executivo municipal, mas também em Salvador e em Brasília. Então, o nosso projeto de mandato, que tem sido há mais de 25 anos aprovado pela população através de expressivas votações, tem como principal objetivo lutar pelo povo e para o povo, empreendendo tantos esforços quanto forem necessários para o alcance da dignidade da população.

AS – Qual o seu posicionamento quanto à representatividade da mulher na política?

LR – Nosso mandato enquanto vereadora representa um fato muito importante em nossa cidade, tendo em vista que na primeira legislatura para a qual fui eleita, fui a única mulher dentre 19 vereadores, o que gerou diversas manifestações preconceituosas de colegas e de parte da sociedade. Entretanto, o fato de eu sempre ter questionado o papel histórico de submissão das mulheres aos homens, bem como o apoio popular das pessoas menos favorecidas, me estimulou a pleitear um cargo eletivo e a representar as pessoas carentes, as famílias e, principalmente as mulheres de Vitória da Conquista. Essa questão da representatividade feminina na política tem significado muito amplo, e, apesar do número de mulheres em cargos eletivos ter aumentado nos últimos anos, ainda é muito pouco. Para representar esse fato, podemos fazer análise das três últimas legislaturas municipais: em 2008, apenas eu fui eleita vereadora; em 2012, fomos eu e a atual vice-prefeita Irma Lemos; e em 2016, fomos eu, Viviane e Nildma. Apesar desse crescimento, o número de mulheres vereadoras só representa 14% da Câmara de Conquista, tendo em vista que são 21 vereadores eleitos e apenas três mulheres. Esse número é ainda mais grave se considerarmos a Assembleia Legislativa do estado da Bahia, que tem uma participação feminina completamente desigual. Esse fato, infelizmente, demonstra como nossa sociedade é machista e como as mulheres pouco se veem de fato capacitadas para se candidatar e assumir mandatos eletivos. Precisamos mudar esse quadro, e, para isso, convido todas as meninas e mulheres a se fazerem presentes nos espaços de liderança. Se eu tiver o privilégio de assumir o cargo de deputada estadual, a representatividade da mulher será uma das nossas bandeiras.

AS – Qual será a sua principal bandeira a ser defendida durante sua campanha e mandato, se ocupar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia?

LR – Eu vejo muito a necessidade dos governos investirem bastante em saúde. Acho que seja prioridade e esse é o trabalho que tenho feito aqui em Vitória da Conquista, ao longo desses anos como vereadora, e vejo as necessidades e a carência das comunidades carentes nessa área. Precisamos também melhorar a educação, apresentar projetos, que é de fundamental importância para a população. 

AS – O que a população pode esperar de Lúcia Rocha, caso eleita?

LR  Como eu disse anteriormente, o meu sonho é trabalhar ainda mais em prol das comunidades carentes, principalmente da zona rural de Conquista e da periferia. Então, podem esperar de mim ainda mais luta e trabalho pelo povo.