Consertar vale a pena ou é melhor comprar novo?


Por João Melo / 31 de dezembro de 2018

Quando um eletrodoméstico estraga, logo vem a dúvida: é melhor levar para consertar ou comprar um novo? A resposta depende de uma série de fatores, entre eles econômico, ambiental e sentimental.

Do ponto de vista econômico, é importante avaliar o tempo de vida útil de cada produto. Isso permite ao consumidor ter uma noção clara de quanto vale seu produto usado e, com isso, comparar com o custo do conserto.

Como exemplo, temos o caso da TV. É considerada uma vida útil de 5 anos e, a cada ano que passa, ela tem uma desvalorização de 20%. “Uma TV de R$ 2 mil, após 3 anos, perde 60% do seu valor de compra. Com isso, só compensaria pagar um conserto se o custo for inferior a 40% do preço original, ou seja, abaixo de R$ 800..

Há situações em que é melhor comprar uma TV nova, principalmente se for avaliada a durabilidade. Em alguns casos, se a manutenção não der uma garantia de prazo razoável, o consumidor deve ser mais criterioso ainda em relação ao preço do serviço.

Contudo, nem sempre são só questões econômicas que influenciam na tomada dessa decisão. Há objetos que têm um valor sentimental, que lembram alguém ou algum momento e, por isso, o conserto vira prioridade.

Descartar algo significa o fechamento de um ciclo, pois significa que o objeto não tem mais um significado emocional para a pessoa. Os fabricantes vão mudando as versões para vender mais produtos, mas muitas vezes aquele que a pessoa tem em casa já atende as necessidades dela.