Cinema: Fecham-se as cortinas da sétima arte


Por Editor / 25 de junho de 2011

Repórter João Melo

Nos anos 60 Vitória da Conquista foi uma das cidades do Brasil que mais deu renda para o cinema no Brasil. Tínhamos cinemas colossais “de rua” que exibiam filmes contemporâneos, atraindo multidões às salas de exibição. Havia uma guerra entre os exibidores e o conquistense tinha o privilégio de assistir a lançamentos, clássicos, Cult etc.

Foi no antigo cine Ritz (prédio da Rádio Clube) na Praça Barão do Rio Branco, que Glauber Rocha ao ver um filme de Maciste, garantiu que reuniria condições de fazer algo melhor. E acabou criando o cinema novo. Vitória da Conquista não possui mais cinema popular. O último da cidade, o Madrigal, que fechou as portas depois de exibir “Xuxa Requebra” foi alugado para uma igreja.  Ednaldo Botelho, que estava com o comando da sala, de propriedade da ART FILMS, resistiu a várias ofertas, inclusive de outras igrejas, mas acabou cedendo.

É salutar o registro de que a cidade já teve cinco cinemas funcionando simultaneamente: Madrigal, (na Ernesto Dantas) Riviera, (hoje Insinuante na Praça Barão do Rio Branco) Glória, (hoje igreja Universal na Francisco Santos) Eldorado (Hoje oficina na Avenida Deraldo Mendes) e Trianon (hoje igreja Universal na Avenida Itabuna).

Hoje temos cinema. Salas embutidos no Shopping Conquista Sul. Elas estão distantes do povão. Os amantes da sétima arte, de alguma maneira, estão órfãos.