‘As melhores coisas do mundo’ leva oito prêmios no Cine PE


Por Editor / 3 de maio de 2010

Descoberto em escola de SP, Francisco Miguez foi eleito o melhor ator.
Filme de Laís Bodanzky faz um retrato dos adolescentes dos anos 2000.

Dolores Orosco Do G1, no Recife – A repórter viajou a convite do evento

Francisco Miguez levou o prêmio de melhor ator.                                                                                                                                Francisco Miguez levou o prêmio de melhor ator.
(Foto: Daniela Nader/Divulgação)

“As melhores coisas do mundo”, da diretora Laís Bodanzky, foi o filme campeão de prêmios da 14ª edição do Cine PE Festival do Audiovisual. O longa-metragem que faz um panorama dos adolescentes dos anos 2000 levou o troféu Calunga em oito categorias: melhor filme, ator, roteiro, direção, prêmio da crítica, edição de som, direção de arte e fotografia.

A premiação aconteceu na noite deste domingo (8), no Cine São Luís, no Recife.

Bastante emocionada em sua várias idas ao palco para receber prêmios, a diretora Laís Bodanzky falou sobre as dificuldades de fazer cinema no Brasil. “Cada vez que ouço que alguém está planejando fazer um filme, tenho vontade de ligar para a pessoa e falar ‘calma, vai dar tudo certo, não desiste'”. 

Francisco Miguez, protagonista de “As melhores coisas do mundo” foi eleito o melhor ator na mostra pernambucana. O jovem de apenas 15 anos foi escolhido pela diretora para as filmagens durante pesquisas em colégios paulistanos. Até então, ele nunca havia pensado seguir na carreira artística.

“Cada vez que encontrava a Denise Fraga ela me perguntava: ‘e aí? Ainda quer ser ator'”, disse Franciso no palco ao receber  o prêmio, citando a atriz que interpreta sua mãe no filme. “Eu costumava responder que não sabia, mas agora ficou f…”, disse ele, sob os aplausos da plateia.

Confira abaixo a lista dos principais premiados na mostra:

Paloma Duarte ficou com o troféu de Melhor Atriz.                                                                                                                             Paloma Duarte ficou com o troféu de Melhor Atriz.
(Foto: Daniela Nader/Divulgação)

Prêmio oficial do júri para longa-metragem:
Filme: “As melhores coisas do mundo”, de Laís Bodanzky
Diretor: Laís Bodanzky, por “As melhores coisas do mundo”
Ator: Francisco Miguez, por “As melhores coisas do mundo”
Atriz: Paloma Duarte, por “Léo e Bia”, de Oswaldo Montenegro
Ator coadjuvante: Bruno Torres, por “O homem mau dorme bem”, de Geraldo Moraes
Atriz coadjuvante: Maria Nunes, por “O homem mau dorme bem”
Roteiro: “Sequestro” e “As melhores coisas do mundo”
Direção de arte: Cássio Amarante, por “As melhores coisas do mundo”
Trilha sonora: “Léo e Bia”, de Oswaldo Montenegro
Montagem: Marcelo Moraes, por “Sequestro”, de Wolney Atalla
Fotografia: Mauro Pinheiro Jr., por “As melhores coisas do mundo”

Prêmio oficial do júri para curta-metragem:
Curta em 35 mm: “Bailão”, de Marcelo Caetano
Diretor de curta em 35 mm: Kleber Mendonça Filho, por “Recife frio”
Roteiro de curta 35 mm: Kleber Mendonça Filho, por “Recife frio”
Ator de curta em 35 mm: Ricardo Lilja, de “Amigos bizarros do Ricardinho”
Melhor atriz de curta em 35 mm: Zezita Matos, por “Azul”
Direção de arte em curta 35 mm: Juliano Dornelles, de “Recife frio”
Fotografia em curta 35 mm: “A montanha mágica” e “A noite por testemunha”, de Bruno Torres
Curta digital: “Áurea”, de Zeca Ferreira
Diretor de curta digital: “Ensaio de cinema”, de Allan Ribeiro
Roteiro de curta digital: “Se meu pai fosse uma pedra”, de Maria Camargo

Filme da diretora Laís Bodansky (foto) foi o grande vencedor da noite.Filme da diretora Laís Bodansky (foto) foi o grande
vencedor da noite. (Foto: Daniela Nader/Divulgação)

Prêmio da crítica:
Longa-metragem: “As melhores coisas do mundo”, de Laís Bodanzky
Curta-metragem digital: “Áurea”, de Zeca Ferreira
Curta-metragem 35 mm: “Geral”, de Anna Azevedo

Prêmio especial do público
Longa-metragem: “O homem mau dorme bem”, de Geraldo Moraes
Curta-metragem digital: “Tanto”, de Nataly Kallai
Curta-metragem em 35 mm: “A noite por testemunha”, de Bruno Torres

Prêmio ABD PE (Associação Brasileira de Documentaristas) para curta-metragens              Curta-metragem digital: “Ensaio de cinema”, de Allan Ribeiro
Curta-metragem 35 mm: “Nego fugido”, de Claudio Marques e Marília Hughes Geurreiro

Prêmio da Federação Pernambucana de Cineclubes:
Longa-metragem: “Não se pode viver sem amor”, de Jorge Durán
Curta-metragem: “Faço de mim o que quero” de Sérgio Oliveira e Petrônio de Lorena

Prêmios especiais:
Menção honrosa para curta digital: “Sweet Karolyne”, de Anna Barbara Ramos
Menção honrosa para curta em 35 mm: “Zé(s)”, de Piu Gomes
Prêmio especial do júri para curta em 35 mm: “Circuito interno”, de Júlio Martí
Prêmio especial do júri para ator por contribuição ao cinema nacional: Rogério Fróes, por “Não se pode viver sem amor”, de Jorge Durán